Será possível? Veja 10 viradas históricas em segundo turno que já aconteceram em eleições no Brasil


Por lei, toda cidade com mais de 200 mil eleitores na qual um candidato não conseguir a soma de 50% dos votos válidos, ele precisa disputar o segundo turno com o segundo colocado, a diferença às vezes é grande, como aconteceu em Rio Branco em 2020, mas nem sempre o vencedor do primeiro turno se consagra na segunda etapa das eleições.

Com isso, veja uma seleção de dez viradas históricas em eleições pelo Brasil com informações da Gazeta do Povo, confira:

1. Edison Lobão (governo do Maranhão – 1990)

A eleição de 1990 para o governo do Maranhão foi marcada por um resultado que no primeiro turno parecia inesperado. O candidato do PRN, João Castelo, fez 46% dos votos contra 35% de Edison Lobão, o candidato do PFL. No segundo turno, Lobão reverteu a situação e se elegeu com 54% das preferências.

2. Luiz Antônio Fleury (governo de São Paulo – 1990)

São Paulo foi palco de uma virada nas eleições estaduais de 1990, quando Paulo Maluf (PDS) fez 43% dos votos no primeiro turno, contra 28% de Luiz Antônio Fleury, candidato do então PMDB. No segundo turno, Fleury reverteu o cenário e se elegeu com 52% das preferências.

3. Cesar Maia (prefeitura do Rio de Janeiro – 1992 e 2000)

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia, protagonizou uma virada entre o primeiro e o segundo turno na eleição municipal de 1992. Ele repetiu o feito em 2000. No primeiro turno de 1992, o então candidato do PMDB (hoje MDB) foi o segundo colocado com 22% dos votos, atrás da candidata do PT, Benedita Silva, que teve 33% das preferências. No segundo turno, Maia virou o jogo e se elegeu com 52% dos votos.

As eleições municipais de 2000 foram marcadas novamente por uma virada de Maia. Faltando dois dias para o primeiro turno, as pesquisas apontavam que o candidato, então no PTB, somava 21% das preferências, ante 42% do principal adversário, Luiz Paulo Conde (PFL). De fato, no primeiro turno, Conde fez mais votos (35%) que Maia (23%). Mas, no segundo turno, Maia virou o jogo e se elegeu com 51% das preferências.

4. Paulo Afonso Vieira (governo de Santa Catarina – 1994)

A eleição para o governo de Santa Catarina em 1994 foi decidida por apenas 41 mil votos. Na época, Ângela Amin (PPR) liderou o primeiro turno com 46% das preferências, contra 34% de Paulo Afonso Vieira (PMDB). No segundo turno, Vieira se elegeu com 50,80% dos votos válidos.

5. João Paulo (prefeitura do Recife – 2000)

Considerado uma “zebra” daquela eleição, o candidato do PT, João Paulo, conquistou o comando da prefeitura de Recife pela primeira vez em 2000. Ele acabou se reelegendo e ainda fez seu sucessor, João da Costa, também do PT.

Naquelas eleições municipais de 2000, João Paulo fez 36% dos votos no primeiro turno. Roberto Magalhães (PFL), com 49,42%, não se elegeu por pouco. No segundo turno, João Paulo virou o jogo e se elegeu prefeito da capital pernambucana com 50,38% das preferências, com uma diferença de apenas 5.835 votos sobre o adversário.

6. Roberto Requião (governo do Paraná – 2002)

Nas eleições para o governo do Paraná, em 2002, Roberto Requião (PMDB) conseguiu uma virada entre o primeiro e o segundo turno. Alvaro Dias (PDT) liderou no turno inicial com 31% das preferências, contra 26% de Requião. O segundo turno terminou com uma vantagem ampla de Requião, que se elegeu com 55% dos votos.

7. Jackson Lago (governo do Maranhão – 2006)

O Maranhão foi palco de mais uma virada em 2006. Naquela eleição para o governo estadual, Roseana Sarney (PFL) somou 47% dos votos no primeiro turno, contra 34% de Jackson Lago (PDT). No segundo turno, Lago derrotou Roseana e foi eleito com 52% das preferências.

8. Antonio Anastasia (governo de Minas Gerais – 2010)

O então governador mineiro, Antonio Anastasia (PSDB), buscava a reeleição em 2010, num cenário desfavorável. Em março de 2009, ele somava 5% das intenções de voto na pesquisa Datafolha. A partir daquele momento, começou uma disparada que o elegeu no primeiro turno.

Em agosto de 2010, as preferências haviam subido para 29% e duas semanas depois, faltando cerca de 15 dias para o pleito, as intenções de voto totalizavam 46%. No dia 3 de outubro, Anastasia derrotou Hélio Costa (PMDB), com 63% dos votos contra 34%. Costa viu sua popularidade murchar ao longo da campanha, passando de 46% das preferências para 33%.

9. Fernando Haddad (prefeitura de São Paulo – 2012)

Nas eleições municipais de 2012, o candidato petista, Fernando Haddad, aparecia com 3% das intenções de voto na pré-campanha. Faltando cerca de dois meses para o segundo turno, Haddad somava apenas 7% nas pesquisas, bem distanciado de José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB), respectivamente com 30% e 26% das preferências.

À medida que a candidatura de Haddad crescia nas pesquisas, as de Serra e Russomanno murchavam. Às vésperas do primeiro turno, os três apareciam empatados com 22% das intenções de voto. O primeiro turno terminou com uma vantagem apertada de Serra (31%) contra Haddad (29%). No segundo turno, o petista levou a eleição derrotando o tucano com 56% dos votos.

10. Gustavo Fruet (prefeitura de Curitiba – 2012)

Em 2012, o candidato do PDT, Gustavo Fruet, foi eleito prefeito de Curitiba no segundo turno com 60% dos votos. Sua eleição foi surpreendente porque as pesquisas apontam que o candidato não teria chance nem de superar o primeiro turno.

No primeiro turno, Fruet fez 27,3% dos votos, ante 26,7% do candidato do PSB, Luciano Ducci. Foi uma margem apertada que o levou ao segundo turno contra o candidato do PSC, Ratinho Jr. As pesquisas apontavam que o segundo turno se daria entre Ratinho Jr. e Ducci, mas não foi o que aconteceu.”

As viradas históricas foram originalmente publicadas pelo Gazeta do Povo

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