Os servidores da Educação voltaram a protestar nesta quinta-feira (3) no Centro de Rio Branco por reajuste salarial. Mais uma vez, o ato é unificado entre os trabalhadores da rede estadual e municipal da capital e começou em frente à Prefeitura e foram até a Casa Civil.
Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), a categoria segue em greve até que o governo e prefeitura atendam às reivindicações.
“A prefeitura e estado estão de greve pela falta de respeito tanto do prefeito quanto do governador. O governador vem desde 2019 enganando a Educação e esse prefeito já faz dois anos que não fecha negociação conosco. Apresentou uma proposta que não atende nossa pauta e queremos avançar, porque o dinheiro existe. Esse dinheiro é salário dos servidores, basta ele atender nossa pauta de piso, de única parcela do reajuste do magistério e o piso dos funcionários de escola”, disse a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento.
O governo informou que, por hora, não irá se manifestar sobre o ato. Já o prefeito Tião Bocalom disse que as negociações estão andando com a equipe da Gestão Administrativa e Tecnologia da Informação (Segati) e que parcelamento do piso é para não extrapolar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
“A equipe da Segati fez todos os cálculos, mostrou para todo mundo, não podemos dar um aumento exclusivo para uma categoria e deixar a outra. Essa questão do piso salarial nós aceitamos, está em negociação apenas uma discussão, já que eles querem que pague de uma vez e estamos querendo dividir em três vezes, para não dar impacto e não extrapolar a lei de responsabilidade fiscal. A maior discussão está aí. A Segati está conduzindo isso, acredito que não vamos ter muitos problemas no futuro. Eles têm o direito, e nós vamos cumprir”, disse o prefeito.
A secretária de Educação de Rio Branco, Nabiha Bestene, lamentou a paralisação dos trabalhadores e disse que, por enquanto, está mantida previsão de início do ano letivo 2022 para 21 de março.
“Estamos acompanhando o movimento, mas não posso opinar porque não tive acesso às negociações. Lamento, porque as crianças passaram tanto tempo sem ter aula presencial, com isso se prorroga mais o começo do ano letivo e gostaria que se entrasse em um denominador comum, que chegássemos a uma conclusão de como vai se dar. Estou torcendo por esse entendimento de ambos. Queremos que o ano letivo comece no dia 21 de março, mas é flexível esse plano”, afirmou a secretária.
Categoria municipal pede:
- Reformulação de Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR);
- Piso nas carreiras aos professores, com 50% de diferença do nível médio para superior;
- Piso de uma única parcela aos professores;
- Piso dos funcionários de escolas que é de R$ 1.400, a proposta do Sinteac é de R$ 1.956;
- E se coloca contra a proposta da prefeitura de aumentar tempo de serviço para progressão salarial;
Servidores estaduais pedem:
- Reformulação do plano de cargos e carreiras do estado;
- Concurso público estadual;
- Prestação de conta da Secretaria Estadual de Educação;
- Adesão do piso nacional para os professore, que é de R$3.800 para 40 horas;
- Salário mínimo para demais servidores e mais R$ 50% em cima do piso nacional.
No caso dos trabalhadores da rede pública estadual de Educação, no último dia 11 de fevereiro, a categoria se reuniu em assembleia geral e decidiu retomar a greve no estado, que foi iniciada no dia 16 de fevereiro. Já os servidores municipais deflagraram greve no dia 24 do mês passado.
*Com informações do g1




















