Policial Penal é expulso por “manchar a imagem” da instituição no Acre


O presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Arlenilson Cunha, assinou a demissão do policial penal identificado como Jessé, publicada na edição do Diário Oficial desta sexta-feira (9), pela prática da infração disciplinar prevista no artigo 7º, XIII do Decreto Estadual nº 5.026.

A tipificação prevista no ato de demissão, em geral consiste na prática lesiva à imagem da instituição, do policial penal em serviço ou fora dele.

Art. 7º São transgressões disciplinares, puníveis com demissão:
XIII – praticar, em serviço ou fora dele, ato lesivo à imagem da instituição ou da função exercida; 

De acordo com informações levantadas pelo Correio 68, Jessé teria várias ocorrências que contribuíram para sua expulsão dos quadros do Iapen. Em uma delas, o ex-policial penal chegou a ser conduzido para a Delegacia de Flagrantes (Defla), depois que a Polícia Militar o abordou em uma festa promovida por uma facção criminosa na capital.

O fato que ensejou a demissão, em especial, teria sido a simulação de um roubo, pelo qual Jessé também foi condenado na esfera criminal.

Procurado pela reportagem do Correio 68, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Arlenilson Cunha, foi enfático ao falar da demissão.

“A Polícia Penal do Acre tem uma trajetória honrada, que é construída diariamente por cada servidor, portanto, não podemos admitir que os maus exemplos maculem a nossa Instituição. Neste caso, respeitamos o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal. Depois dos fatos apurados, nossa gestão não poderia empurrar com a barriga, fizemos o que tinha que ser feito, cortamos na própria carne. A demissão do servidor foi necessária para preservar a Polícia Penal do Acre e seus honrados policiais”, concluiu Arlenilson.

 

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