VÍDEO: Mulher denuncia que foi agredida por PM na noite de réveillon em Rio Branco; policial responde


Uma jovem identificada como Joyce Meirelles denunciou nas redes sociais que foi agredida pelo cabo da Polícia Militar (PM), Jarleson Lima, na noite do último réveillon, em Rio Branco.

Nos vídeos, Joyce aparece chorando e contando parte da história:

“Eu não posso falar muita coisa, mas estou saindo da corregedoria, acompanhada de um advogado, fui machucada por todo o corpo. Inclusive, na cabeça onde tive início de traumatismo craniano. Não vou desistir do processo, nem de ir buscar a justiça. O que eu passei, muitas mulheres passam também”, conta.

Veja o vídeo:

 

O site ac24horas conversou com o militar acusado da agressão, que deu sua versão dos fatos:

“Acontece que no dia 1° de janeiro, durante uma comemoração de réveillon totalmente familiar, o amigo de um parente chegou na festa acompanhado dessa cidadã, que passou a ingerir bastante bebida alcoólica e em determinado momento por motivo de ciúmes se apossou de uma taça de vidro e começou a atacar uma outra moça que estava na companhia de meu irmão, realizando várias perfurações na face da menina, momento em que eu, enquanto policial militar e temendo por meus familiares que estavam próximos da briga, inclusive minha irmã grávida de 7 meses e minha esposa, me identifiquei como PM e agi em legítima defesa de terceiro, tentando cessar a injusta agressão e retirar a agressora de perto de meus familiares e da vítima. Fiz uso progressivo e necessário da força até que a mesma saísse de dentro da propriedade de meu familiar e entrasse no carro para ir embora, momento em que quando a mesma se preparava para deixar o local começou a gritar que “ela era da facção B13 e que todo mundo ali iria se fuder”.

De imediato a vítima que teve o rosto perfurado foi levada às pressas para receber atendimento hospitalar tendo em vista que seus rosto totalmente dilacerado não parava de sangrar, e eu me dirigi até a delegacia da regional para registrar um boletim de ocorrência de toda minha ação, tendo em vista que a mesma foi totalmente proporcional e legal conforme determina a lei.

Acontece que desde então, minha imagem tem sido compartilhada em redes sociais com recompensa para quem souber o meu endereço, bem como ligações com ameaças de um suposto irmão da vitima se dizendo membro da referida facção criminosa.

Acredito na justiça dos homens e mais ainda na justiça de Deus, e tenho total convicção da legalidade de minha ação e estou com a sensação de dever cumprido de ter impedido um possível homicídio, tendo em vista que se um dos cortes tivessem atingido uma artéria a vítima poderia ter sangrado até a morte no local.”

Colagem de imagens que mostram os hematomas da agressão

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André Diogo

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