TÁ NA HISTÓRIA

#TBT do Acre: o Lobisomem de Manoel Urbano


“Um bicho peludo, de mais de três metros de altura, com cara de lobo e jeito de homem”, assim foi descrita pela edição do jornal A Gazeta do dia 7 de julho de 1990, uma criatura que aterrorizava a população de Manoel Urbano.

O tal lobisomem teria sido visto no Seringal Sardinha. Segundo os moradores, ele atacava as criações e fugia quando via sinais de caçadores. Uma testemunha afirmou, inclusive, ter visto o lobisomem matando um boi apenas com o soco, arrastando em seguida para o mato, onde o devorou.

O caso aterrorizou tanto a população, que o delegado de polícia da cidade na época, José Josimar, enviou dois policiais para o local. Eles foram acompanhados pelo vereador Chico Pires, na qual receberam a missão de capturar o bicho vivo ou morto.

Capa do jornal A Gazeta de sábado, 7 de julho de 1990. — 📷: Arquivo

O vereador, que foi armado para a missão, partiu rumo ao Seringal Sardinha prometendo à população que capturaria a criatura e o traria amarrado para a cidade. Enquanto a lenda do lobisomem assombrava as casas, os moradores conviviam diariamente com o medo da chegada da lua cheia, o que segundo a mitologia, faria com que o tal lobisomem aparecesse. O maior temor era que a criatura “descobrisse” o caminho até a cidade, deixando de atacar apenas no seringal.

A missão dos policiais e do vereador durou mais de dois dias, mas nada foi encontrado. O delegado chegou a solicitar uma nova patrulha vindo de Rio Branco, mas não foi atendido. Sendo verdade ou não, é fato que o lobisomem de Manoel Urbano assustou muito a população, mobilizou a polícia e foi capaz até mesmo de interferir na política local.

Até hoje, os moradores do Seringal Sardinha não sabem o que de fato andou matando seus bichos na época. E você, acredita em lobisomem?

O jornalista Anderson Siqueira inicia hoje uma série de reportagens sobre assuntos como esse que viraram notícias nos jornais do Acre na década de 1990. Até o próximo TBT!

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André Diogo