A greve dos médicos que prestam serviços à prefeitura de Rio Branco continua pelo segundo dia e as consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Referência em Atenção Primária (Uraps) seguem paralisadas.
A paralisação foi deflagrada na segunda-feira (8) e os médicos pedem reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).
O anúncio havia sido feito ainda no início de outubro, o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed), Guilherme Pulici, disse na época:
“Até o momento não obtivemos retorno da Prefeitura sobre a negociação, então os médicos decidiram dar um prazo para que os gestores possam ter tempo hábil para iniciar a negociação, avaliar a proposta e apresentar alguma contraproposta”.
Eles exigem a abertura de negociações para a reforma do Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR).
A renovação do PCCR foi uma promessa feita pelo próprio prefeito Tião Bocalom (Progressistas), que se reuniu com os membros Sindmed ainda na campanha eleitoral para dialogar com a classe sobre os problemas da saúde no município.
Sem atualização, os médicos que trabalham para a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) recebem um salário de R$ 1,8 mil, sendo que a remuneração é complementada com gratificações e valores extras.
Prefeitura se manifesta
Em coletiva na manhã desta segunda-feira, o secretário de Gestão Administrativa do Município, Jonathan Santiago, disse que a greve é ilegal e inoportuna:
“Já estamos fazendo esse levantamento, várias secretarias têm requerimentos, não só os médicos, para fazer um estudo técnico para verificar o impacto na folha, não pode ser feito de forma aleatória. Categorias profissionais terão suas promoções no ano que vem, tudo isso tem impacto na folha e o compromisso da gestão é até o final de 2021 é encaminhar à Câmara de Vereadores os reajustes da categoria. Vai ser um reajuste linear atingindo todos os servidores de maneira igualitária. É isso que será feito baseado nos estudos”, garantiu.





















