Recompensa de US$10 milhões para Desmantelar o Hezbollah na Tríplice Fronteira
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou uma recompensa de até US$ 10 milhões para quem fornecer informações que levem à identificação e desarticulação dos mecanismos financeiros do grupo terrorista Hezbollah na região da Tríplice Fronteira, que abrange Brasil, Argentina e Paraguai. Essa iniciativa faz parte do programa Rewards for Justice, vinculado ao Departamento de Estado americano, que visa enfraquecer o financiamento de organizações terroristas internacionais.
Por que o Foco é o Financiamento do Hezbollah na Tríplice Fronteira?
O Hezbollah, grupo xiita libanês apoiado pelo Irã, é acusado de levantar cerca de US$ 1 bilhão por ano por meio de uma combinação de financiamento estatal, redes de doadores, atividades comerciais legítimas e práticas ilícitas. Na região da Tríplice Fronteira, essa arrecadação ocorre por meio de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, contrabando de carvão, petróleo e diamantes, comércio ilegal de moedas, cigarros e artigos de luxo, além da falsificação de documentos e dólares.
Além disso, o grupo utiliza empresas de fachada para adquirir tecnologia de uso dual (civil e militar) e mantém negócios legítimos em setores como construção civil, importação, exportação e transações imobiliárias espalhadas pela América Latina. Assim, a recompensa oferecida pelos EUA busca informações que resultem na neutralização dessas fontes de receita, doadores, facilitadores financeiros, instituições financeiras e empresas ligadas ao Hezbollah.
Como Participar e qual o Impacto Esperado?
Informações podem ser enviadas de forma segura e anônima por aplicativos como Signal, Telegram e WhatsApp, ou pelo canal Tor, garantindo confidencialidade aos informantes. O programa Rewards for Justice já distribuiu mais de US$ 250 milhões a informantes que ajudaram a neutralizar ameaças à segurança dos EUA.
Com essa medida, o governo Trump intensifica sua ofensiva contra o financiamento do terrorismo na América do Sul, colocando o Brasil e a região da Tríplice Fronteira no centro do combate ao Hezbollah e seus aliados iranianos. Espera-se que a iniciativa contribua para o enfraquecimento das redes financeiras criminosas que sustentam o grupo terrorista e aumente a segurança regional.




















