Campanha Antirrábica Reúne Ações de Prevenção no Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul, com Participação de Autoridades do Brasil, Bolívia e Peru
O Brasil chega a 2026 com uma marca relevante para a saúde pública: dez anos sem registrar casos de raiva humana causados pelas variantes do vírus associadas a cães. Apesar do avanço, o Ministério da Saúde mantém a vigilância e reforça a vacinação de cães e gatos, especialmente nas regiões de fronteira.
A mobilização envolve os estados do Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul, em uma ação articulada com a Bolívia e o Peru. A estratégia busca ampliar a cobertura vacinal dos animais e fortalecer a prevenção em regiões onde existe circulação frequente de pessoas e animais entre diferentes países.
Campanha Reforça Vacinação de Cães e Gatos
A vacinação antirrábica de cães e gatos é considerada uma das principais medidas para impedir a circulação das variantes caninas do vírus e reduzir o risco de transmissão para a população.
Para a campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou doses de vacina e materiais para as equipes que atuam nos municípios participantes. Também foram fornecidos equipamentos necessários para o trabalho de campo, como caixas térmicas, termômetros, cambões, cordas e focinheiras.
Os equipamentos ajudam tanto na conservação adequada das vacinas quanto na segurança dos profissionais durante a abordagem e vacinação dos animais.
De acordo com Francisco Edilson Ferreira, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, a atuação conjunta é especialmente importante nas áreas de fronteira.
“Essa ação fortalece a vigilância integrada da raiva e a vacinação de cães e gatos em regiões de fronteira, onde a circulação de pessoas e animais entre diferentes países exige ações coordenadas de prevenção e controle.”
Raiva Continua Circulando Entre Animais Silvestres
A ausência de casos humanos provocados pelas variantes caninas não significa que a raiva tenha deixado de representar um risco no Brasil.
O vírus continua circulando entre animais silvestres, principalmente morcegos, primatas e raposas. Por esse motivo, a vigilância permanece necessária mesmo após uma década sem transmissão humana relacionada às variantes de cães.
Entre 2016 e 2026, o país registrou 37 casos de raiva humana, todos associados a variantes silvestres do vírus.
Os morcegos estiveram relacionados a 22 desses casos. Também foram registrados casos envolvendo:
- 7 primatas;
- 4 felinos infectados com variante de morcego;
- 2 raposas;
- 1 cão infectado com variante de morcego;
- 1 bovino infectado com variante de morcego.
Os dados reforçam que o controle da raiva depende de ações permanentes de vigilância, vacinação e atendimento rápido após possíveis exposições.
Mordida ou Arranhão Exige Atendimento Imediato
A raiva é uma doença viral grave e apresenta alta letalidade após o início dos sintomas. Por isso, situações que possam envolver contato com o vírus precisam ser avaliadas rapidamente por profissionais de saúde.
Mordidas e arranhões são exemplos de situações que podem exigir atendimento. O contato de saliva de mamíferos com ferimentos ou mucosas também pode representar risco, dependendo das circunstâncias.
A recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde, mesmo quando o ferimento parecer pequeno.
Após avaliar a exposição, o profissional poderá indicar a profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e, nos casos indicados, soro ou imunoglobulina.
Como Prevenir a Raiva
A prevenção começa com a vacinação dos animais domésticos e com cuidados diante de animais potencialmente infectados.
Entre as principais recomendações estão:
- manter cães e gatos vacinados contra a raiva;
- evitar contato com morcegos e outros animais silvestres;
- não tocar em animais encontrados mortos;
- evitar aproximação de animais que apresentem comportamento incomum;
- procurar atendimento médico imediatamente após uma possível exposição;
- comunicar às autoridades de saúde situações suspeitas envolvendo animais.
Ações na Fronteira Envolvem Três Países
A campanha também evidencia a importância da cooperação internacional no controle de doenças que podem atravessar fronteiras.
A circulação de pessoas e animais entre Brasil, Bolívia e Peru exige integração entre os serviços de vigilância e saúde. A realização simultânea de ações de vacinação e prevenção busca diminuir as possibilidades de circulação do vírus e melhorar a capacidade de resposta diante de situações suspeitas.
O objetivo é manter os resultados alcançados pelo Brasil e, ao mesmo tempo, reduzir os riscos associados às variantes silvestres da raiva.
Dez Anos sem Transmissão Canina Não Significa Fim da Vigilância
A marca alcançada pelo Brasil representa um avanço importante no controle da raiva humana transmitida por cães. No entanto, a circulação do vírus entre animais silvestres mostra que a doença continua exigindo atenção.
A vacinação de cães e gatos, a vigilância epidemiológica e a busca imediata por atendimento após uma possível exposição permanecem como medidas fundamentais para proteger a população.
A prevenção da raiva depende de ações contínuas. Manter os animais vacinados e procurar atendimento rapidamente diante de uma situação de risco são atitudes que podem salvar vidas.
A marca de dez anos sem casos de raiva humana transmitida pelas variantes de cães representa um avanço importante para a saúde pública brasileira. No entanto, a circulação do vírus entre animais silvestres mostra que a doença continua exigindo vigilância e medidas permanentes de prevenção.
A vacinação de cães e gatos, especialmente nas regiões de fronteira, permanece essencial para evitar a reintrodução das variantes caninas e proteger a população. Da mesma forma, a procura imediata por atendimento de saúde após mordidas, arranhões ou outros contatos de risco pode ser decisiva para impedir o desenvolvimento da doença.
Com ações integradas entre Brasil, Bolívia e Peru, as autoridades buscam fortalecer o controle da raiva e ampliar a proteção de comunidades que vivem em áreas de fronteira.
Seu animal está com a vacinação antirrábica em dia? Compartilhe esta informação e ajude familiares, amigos e vizinhos a conhecerem os principais cuidados para prevenir a raiva. Em caso de mordida, arranhão ou contato de risco com um animal, procure imediatamente um serviço de saúde.
O Brasil está livre da raiva humana?
Não. O Brasil está há dez anos sem casos de raiva humana provocados pelas variantes do vírus associadas a cães, mas ainda registra casos relacionados a variantes silvestres.
A raiva pode ser transmitida por morcegos?
Sim. Morcegos podem transmitir variantes do vírus da raiva. Por isso, a recomendação é não tocar nesses animais, principalmente quando forem encontrados mortos ou apresentarem comportamento incomum.
O que fazer depois de uma mordida de cachorro?
A pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação. O profissional determinará se é necessário realizar profilaxia antirrábica, que pode incluir vacina e, em situações indicadas, soro ou imunoglobulina.
Cães e gatos precisam tomar vacina contra a raiva?
Sim. A vacinação de cães e gatos é uma das principais estratégias de prevenção da raiva e ajuda a impedir a circulação das variantes caninas do vírus.
Um arranhão de animal pode transmitir raiva?
Pode haver risco dependendo do animal envolvido e das circunstâncias do contato. Por isso, arranhões devem ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente quando houver possibilidade de contato com saliva ou com animal suspeito.
O que fazer ao encontrar um morcego morto?
Não toque diretamente no animal. A recomendação é evitar o contato e acionar os serviços municipais ou estaduais responsáveis pela vigilância de zoonoses para receber orientação.
A raiva tem tratamento?
A raiva apresenta alta letalidade depois do início dos sintomas. Por isso, a prevenção após uma exposição de risco é fundamental. A profilaxia antirrábica deve ser indicada por profissionais de saúde conforme cada situação.




















