MINERAÇÃO

PATRIMÔNIO: Brasil Reivindica Ilha Submersa Rica em Minerais Estratégicos


Imagens do Rifte Cruzeiro do Sul, cânion que corta a Elevação do Rio Grande, mostram depósitos de basalto e camadas de argila vermelha — Foto: Luigi Jovane/USP

Elevação do Rio Grande: Descoberta Pode ampliar Fronteiras Marítimas e Garantir Acesso a Minerais do Futuro

O Brasil reivindica desde 2018 junto à Organização das Nações Unidas (ONU) uma vasta formação geológica submersa no Oceano Atlântico, conhecida como Elevação do Rio Grande. Localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul, essa área tem aproximadamente 500 mil km² — equivalente ao tamanho da Espanha — e está a até 5 mil metros de profundidade.

Estudos científicos liderados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelam que essa formação já foi uma ilha vulcânica tropical, coberta por vegetação e rica em minerais estratégicos, especialmente as chamadas terras raras. Esses minerais são essenciais para tecnologias avançadas e para a transição energética global, destacando a importância econômica e estratégica da Elevação do Rio Grande para o Brasil.

A reivindicação brasileira baseia-se na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que permite a ampliação da plataforma continental quando comprovada a continuidade geológica do território submerso com o continente. Pesquisas indicam que o solo da Elevação do Rio Grande tem características idênticas às do interior de São Paulo, reforçando a conexão geológica e a legitimidade da reivindicação.

Além das terras raras, foram identificadas camadas de basalto e argila vermelha, típicas de ambientes tropicais e vulcânicos, o que comprova que o local já foi uma ilha emergida no passado distante, entre 45 e 40 milhões de anos atrás. A presença desses minerais confirma a riqueza da região e seu potencial para futuras explorações minerais, embora o Brasil ainda enfrente desafios para dominar as tecnologias de beneficiamento e industrialização desses recursos.

A Elevação do Rio Grande representa uma oportunidade única para o Brasil ampliar sua zona econômica exclusiva (ZEE) e garantir acesso a recursos minerais estratégicos que podem impulsionar a economia nacional e fortalecer o país no cenário global de tecnologia e energia limpa.

Por Que a Elevação do Rio Grande é Estratégica para o Brasil?

Área equivalente ao território da Espanha, submersa a 1.200 km da costa do RS.

Contém depósitos significativos de terras raras, essenciais para indústrias tecnológicas.

Evidências científicas comprovam continuidade geológica com o continente brasileiro.

Possibilidade de ampliar a plataforma continental brasileira e a zona econômica exclusiva.

Potencial para fortalecer a economia e a autonomia tecnológica do país.

O Que são Terras Raras e Por Que são Importantes?

São minerais essenciais para a fabricação de eletrônicos, baterias, energias renováveis e outras tecnologias do futuro.

Imagens feitas com veículo não tripulado mostram cânion que corta Elevação do Rio Grande — Foto: Luigi Jovane/USP

Como o Brasil Pode Explorar Essa Área?

A exploração depende da aprovação da ONU para ampliar a plataforma continental e do desenvolvimento tecnológico para mineração sustentávelA Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil é uma extensão marítima que se estende até 200 milhas náuticas (aproximadamente 370 quilômetros) a partir da linha costeira, conforme estabelecido pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), assinada em 10 de dezembro de 1982. Dentro dessa área, o país detém direitos soberanos para explorar, conservar e gerenciar os recursos naturais presentes nas águas, no solo e no subsolo marinhos. Já as áreas marítimas que ultrapassam essa faixa são consideradas patrimônio da humanidade, estando fora da jurisdição exclusiva de qualquer nação.

A Elevação do Rio Grande pode transformar o Brasil em protagonista global na mineração de minerais do futuro. Para acompanhar as novidades sobre essa reivindicação e outras notícias estratégicas, compartilhe este artigo, deixe seu comentário e assine nossa newsletter. Explore também nossos outros conteúdos para se manter sempre bem informado!

 

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Ana Cristina - Redatora