INVESTIGAÇÃO

Operação da PF investiga atuação de advogados como intermediários de informações para facções criminosas


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), formada pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Polícia Penal, deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Cupiditas. O objetivo da ação é desmantelar uma rede que transmitia ordens de líderes de uma organização criminosa, que estão presos na Penitenciária Antônio Amaro Alves, para integrantes em liberdade. Advogados também estavam envolvidos na rede.

Aproximadamente 40 policiais estão cumprindo 5 mandados de prisão preventiva e 6 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre e Espírito Santo. A investigação teve início no início deste ano e revelou um esquema organizado por advogados, que utilizavam suas prerrogativas para intermediar a transmissão de mensagens dos chefes da organização criminosa para membros nas ruas. O objetivo era manter a organização dos trabalhos criminosos, já que os líderes estão encarcerados.

Além disso, foi descoberto que um dos advogados teve contato direto com uma importante liderança da organização criminosa no Rio de Janeiro, a mando dos principais líderes no Acre, para pleitear demandas em nome deles.

Os investigados serão indiciados pelo crime de integrar organização criminosa, que prevê pena de reclusão de 3 a 8 anos, além de eventuais crimes relacionados.

A operação recebeu o nome de “Cupiditas”, que significa ganância em latim, em referência aos investigados que utilizavam garantias e direitos para ascenderem na organização criminosa.

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André Diogo