Um caso que chocou o Acre e permanece vivo na memória dos moradores de Rio Branco é o desaparecimento misterioso do adolescente Fabrício Costa, visto pela última vez no dia 16 de março de 2010, às 21h, horário em que saiu da aula em um curso de informática.
Ao sair do curso, Fabrício, que tinha apenas 16 anos, foi visto por câmeras de segurança do Terminal Urbano passando por uma das catracas. Em seguida, ele entrou em um ônibus da linha Nova Esperança, onde morava, e nunca mais foi visto.
Várias teorias e conspirações foram trazidas à tona a respeito de seu desaparecimento. Uma delas dizia que Fabrício poderia ter sido vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos humanos, mas a linha que a polícia concluiu após investigações é a de que Fabrício foi vítima de um sequestro seguido de morte.
Seu corpo nunca apareceu, tendo sido feitas buscas em rios, igarapés e outras localidades da capital acreana. Uma residência no bairro Seis de Agosto, ficou conhecida popularmente como uma das casas em que Fabrício poderia ter sido colocado em cativeiro, mas tal fato nunca foi confirmado pelos policiais.
Oito pessoas foram indiciadas pelo crime, entre elas, duas menores de idade, que teriam atraído o jovem para fora do ônibus. Um homem identificado como Leonardo Leite de Oliveira foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Seu irmão e cúmplice, Edvaldo Leite de Oliveira, a pena foi de 28 anos de reclusão, também em regime fechado, pelos mesmos crimes.
Os condenados confirmaram que Fabrício foi esquartejado, mas mesmo com as informações dadas para o paradeiro do corpo, ele jamais foi encontrado. Com provas obtidas após uma investigação da Polícia Federal, uma reconstituição do crime foi feita no dia 10 de julho de 2011 com acompanhamento de representantes da Justiça e do Ministério Público, às margens do rio, próximo à ponte de Coronel Sebastião Dantas.
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Em entrevista dada ao jornal g1, Rute Rebouças, de 73 anos, mãe de Fabrício, disse:
— “Já chorei muito, mas não adiantava viver a vida toda chorando, agora me conformei porque ele não vai aparecer. Não acho que está vivo, procuramos muito, quando andava por aí vivia observando, procurando ele em outros garotos”.




















