As manifestações nas rodovias do país voltaram a ganhar força nesta segunda-feira (12), dia em que Luís Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) serão diplomados, respectivamente, presidente e vice-presidente da República.
Os bloqueios já atingem sete trechos da BR-364, rodovia que liga o Acre — estado mais a Oeste do país — e o restante do Brasil. Os trechos bloqueados são em Cacoal, Presidente Médici, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste e Colocaro do Oeste.
Os bloqueios trazem transtornos para a população do estado, que correm o risco de ficar desabastecidos com produtos básicos e principalmente combustíveis. Os manifestantes esperam impedir a posse de Lula, no dia 1º de janeiro, uma parte do grupo acredita ter havido algum de fraude nas eleições, que manipularam os resultados para a vitória do petista. Já outra parte, afirma ser inadmissível a diplomação de um “ex-presidiário” como chefe do executivo federal. Juridicamente, no entanto, não há nada que impessa a diplomação e posse.
A cerimônia de diplomação está marcada para as 12h (do Acre) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ato solene, com cerca de 300 convidados e com forte esquema de segurança, marca o fim de todo o processo eleitoral. O diploma que atesta terem sido Lula e Alckmin eleitos pelo voto popular será assinado pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o Código Eleitoral, devem constar no certificado o nome do candidato, a sigla pela qual foi eleito e o cargo. A expedição do documento é uma formalidade que condiciona a posse no cargo. Ou seja, de posse do diploma Lula e Alckmin estão aptos a assumir a partir de 1° de janeiro.
Na prática, o diploma é um atestado dado pelo TSE de que as eleições foram regulares. Isso porque o documento somente pode ser emitido após o cumprimento de diversas exigências, como a aprovação das contas de campanha, a finalização de todas as etapas de auditoria eleitoral e a análise inicial de recursos contra o resultado do pleito.




















