ELEIÇÕES 2026

MAIORIA: Eleitorado Feminino Chega a 83,9 Milhões e Concentra 52,8% dos Votos nas Eleições de 2026


Mulheres são Maioria entre os Eleitores Aptos a Votar no Brasil e Peso do Eleitorado Feminino Aumenta a Disputa entre Pré-Candidatos à Presidência

As mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores aptos a votar no Brasil. Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 83.877.126 eleitoras estão com a situação eleitoral regularizada para participar das eleições gerais de 2026. O grupo representa 52,84% do eleitorado nacional e reforça a importância do voto feminino na corrida pela Presidência da República.

Em comparação com as eleições gerais de 2022, o número de eleitoras cresceu em 1.503.962 pessoas, alta de 1,83%. Entre os homens, o eleitorado passou de 74.044.065, em 2022, para 74.845.001 em 2026, um aumento de 800.936 eleitores, equivalente a 1,08%.

A diferença entre os dois grupos evidencia o peso das mulheres no cenário eleitoral brasileiro. Com mais de 83 milhões de eleitoras, o público feminino representa um segmento decisivo para candidatos que buscam ampliar suas chances nas urnas.


Voto Feminino Ganha Espaço na Pré-Campanha Presidencial

O tamanho do eleitorado feminino também influencia a estratégia dos pré-candidatos à Presidência. Nas últimas semanas, discursos relacionados às mulheres ganharam espaço em entrevistas, eventos públicos e publicações nas redes sociais.

A movimentação ocorre em meio à preparação para a disputa presidencial e à tentativa dos partidos de conquistar um eleitorado numeroso e politicamente relevante.

Entre os temas que podem mobilizar as eleitoras estão questões como segurança, violência contra a mulher, emprego, renda, saúde, educação, igualdade salarial e políticas de proteção social.

A busca pelo voto feminino também ocorre em um ambiente marcado por disputas internas e debates políticos envolvendo diferentes grupos ideológicos.


Crise Política Expõe Disputa Dentro da Direita

A relação entre o eleitorado feminino e a política ganhou novos contornos após uma crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL.

Michelle publicou um vídeo em que afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado durante discussões políticas dentro do partido. O episódio repercutiu entre apoiadores e passou a integrar o debate político da pré-campanha.

Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada em julho também mediu a percepção dos eleitores sobre o conflito. Segundo o levantamento citado, 42% dos entrevistados afirmaram concordar mais com Michelle Bolsonaro, enquanto 18% declararam maior concordância com Flávio Bolsonaro.

No cenário estimulado de primeiro turno apresentado pela pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 40% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 28%.

Os números ajudam a explicar por que o eleitorado feminino passou a receber atenção crescente dos grupos políticos que se preparam para a eleição.

Em meio à disputa pelo eleitorado feminino, Flávio Bolsonaro apresentou o plano “Brasil por Elas”, com propostas direcionadas às mulheres.

Na ocasião, o senador afirmou que a defesa dos interesses femininos também deve ser uma pauta da direita. A estratégia representa uma tentativa de ampliar o diálogo com eleitoras que podem ter papel decisivo na definição do resultado eleitoral.

A disputa por esse segmento tende a se intensificar durante o período de pré-campanha, especialmente em temas relacionados à segurança pública, proteção contra a violência e oportunidades econômicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também tem reforçado pautas relacionadas às mulheres. Entre as medidas adotadas durante o atual mandato está a sanção da legislação que estabelece regras de igualdade salarial entre homens e mulheres.

O governo também iniciou a gestão com um número recorde de mulheres no primeiro escalão, com 11 ministras. Após mudanças realizadas em abril de 2026, oito mulheres passaram a ocupar ministérios.

Entre as bandeiras defendidas pelo presidente está ainda o endurecimento das punições para crimes de feminicídio.

Apesar das iniciativas, o governo Lula também enfrentou críticas de entidades ligadas às mulheres negras e de representantes do meio jurídico pela ausência de uma mulher negra entre as indicações feitas pelo presidente para o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante o atual mandato, os três nomes escolhidos para ocupar vagas na Corte foram homens.


Por Que o Eleitorado Feminino é Decisivo para a Eleição?

A maioria feminina no eleitorado brasileiro não significa, necessariamente, que todas as mulheres tenham as mesmas preferências políticas. O grupo é heterogêneo e reúne eleitoras com diferentes idades, regiões, níveis de renda, escolaridade e visões de mundo.

Por isso, a disputa pelo voto feminino envolve uma série de temas que podem variar de acordo com o perfil de cada eleitora.

Entre os principais assuntos que devem aparecer no debate eleitoral estão:

  • Combate à violência contra a mulher;
  • Segurança pública;
  • Emprego e renda;
  • Igualdade salarial;
  • Saúde feminina;
  • Educação;
  • Creches e políticas de apoio às famílias;
  • Combate à pobreza;
  • Participação das mulheres na política;
  • Direitos e proteção social.

A capacidade de apresentar propostas concretas para esses temas pode ser um dos fatores utilizados pelos eleitores na avaliação dos candidatos.


Como Funciona o Voto Obrigatório no Brasil?

No país, o voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos. Para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos, o voto é facultativo.

Quem não comparecer às urnas deve justificar a ausência. A justificativa pode ser apresentada pelo aplicativo e-Título no dia da votação ou posteriormente, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

O eleitor que justificar a ausência dentro do prazo previsto não precisa pagar multa. Caso não regularize a situação, poderá ser necessário quitar uma penalidade definida pela Justiça Eleitoral.

Segundo informações do TSE, a multa eleitoral tem como base um valor que pode variar conforme as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral e pode ser ampliada de acordo com a situação econômica do eleitor. Pessoas que declararem estado de pobreza podem solicitar isenção.

A ausência sem justificativa em três eleições consecutivas pode provocar restrições eleitorais. Nessa contagem, cada turno é considerado uma eleição.

Entre as consequências previstas estão impedimentos relacionados à emissão de passaporte e documento de identidade, inscrição em concursos públicos e posse em cargos ou funções públicas, conforme as regras da Justiça Eleitoral.


Eleições de 2026 Terão Eleitorado Feminino como Fator Estratégico

Com mais de 83 milhões de eleitoras aptas a votar, as mulheres formam o maior grupo do eleitorado brasileiro e devem ocupar posição central nas estratégias dos candidatos nas eleições de 2026.

O desafio para os partidos, porém, vai além de simplesmente direcionar discursos às mulheres. A disputa pelo voto feminino exige propostas capazes de dialogar com diferentes realidades e necessidades.

À medida que a campanha avançar, temas relacionados à economia, segurança, saúde, violência e direitos das mulheres devem ganhar ainda mais espaço no debate público. O tamanho desse eleitorado indica que conquistar a confiança das eleitoras pode ser um dos caminhos decisivos para quem pretende chegar ao Palácio do Planalto.


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O eleitorado feminino representa uma parcela majoritária dos brasileiros aptos a votar em 2026 e se consolida como um dos principais focos da disputa presidencial. Com quase 84 milhões de eleitoras, os partidos e pré-candidatos deverão ampliar o diálogo com esse público e apresentar propostas capazes de responder a demandas concretas.

Mais do que uma estratégia eleitoral, a atenção às mulheres coloca em evidência debates sobre violência, segurança, emprego, renda, saúde e igualdade de oportunidades. A forma como cada candidato pretende enfrentar esses desafios poderá influenciar a decisão de milhões de brasileiras nas urnas.

Na sua opinião, quais temas devem ser prioridade para os candidatos que querem conquistar o voto das mulheres nas eleições de 2026? Deixe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre o futuro da política brasileira.


Quantas mulheres estão aptas a votar nas eleições de 2026?

Segundo os dados apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral, 83.877.126 mulheres estão aptas a votar nas eleições de 2026.

Qual percentual do eleitorado brasileiro é formado por mulheres?

As mulheres representam 52,84% do eleitorado nacional, de acordo com os dados divulgados pelo TSE.

O eleitorado feminino cresceu desde as eleições de 2022?

Sim. Entre 2022 e 2026, o número de eleitoras aumentou em 1.503.962, crescimento de aproximadamente 1,83%.

Quantos homens estão aptos a votar em 2026?

O eleitorado masculino passou de 74.044.065, em 2022, para 74.845.001 em 2026.

O voto é obrigatório para todas as mulheres?

Não. No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas entre 18 e 70 anos. Para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70 anos, o voto é facultativo.

O que acontece se o eleitor não votar?

Quem não comparecer às urnas deve justificar a ausência ou regularizar a situação eleitoral dentro dos prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral. Caso contrário, poderá estar sujeito ao pagamento de multa e outras restrições previstas na legislação.

Por que o voto feminino é importante nas eleições de 2026?

As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro. Por isso, suas preferências e prioridades podem ter forte influência no resultado das eleições, tornando esse público estratégico para os candidatos.

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Ana Cristina - Redatora