Torres Surpreende STF ao Dizer que Documento do Golpe Era Só um Rascunho Cheio de Erros
No depoimento mais aguardado do mês, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, surpreendeu o Supremo Tribunal Federal ao afirmar que a chamada “minuta do golpe” encontrada em sua casa não passava de uma “minuta do Google”. Segundo ele, o documento era um simples rascunho, repleto de erros de concordância e português, que sequer lembrava de ter recebido. A expressão “minuta do Google” dominou as manchetes e levantou dúvidas sobre a real origem e relevância do texto apreendido pela Polícia Federal.
Desde o início do depoimento, Torres fez questão de destacar que nunca tratou do conteúdo com ninguém, nem mesmo com o então presidente Jair Bolsonaro. Ele explicou que levava para casa duas pastas do ministério: uma com a agenda do dia seguinte e outra com documentos gerais, onde a “minuta do Google” teria sido incluída para descarte. Portanto, a presença do documento em sua residência, segundo ele, foi uma fatalidade e deveria ter sido destruída há muito tempo.
Além disso, o ex-ministro reforçou que a “minuta do Google” estava longe de ser um plano articulado. Ele afirmou que propostas semelhantes circulavam livremente pela Esplanada dos Ministérios, muitas vezes enviadas por WhatsApp ou em papel, e que era comum receber ideias e minutas sem relevância prática. O próprio texto, segundo Torres, era tão mal escrito que nem o nome do tribunal estava correto, o que reforçaria sua tese de que não teve envolvimento na elaboração ou discussão do conteúdo.
Para o STF, Torres negou qualquer participação em articulações para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ressaltou que não sabe quem fez ou enviou a “minuta do Google” e que nunca discutiu o assunto com assessores ou autoridades. A defesa do ex-ministro aposta na fragilidade do documento, destacando sua baixa qualidade e a ausência de qualquer ação concreta baseada nele.
A repercussão do depoimento de Torres reacendeu o debate sobre a seriedade das ameaças à democracia após as eleições de 2022. Enquanto opositores veem a “minuta do Google” como evidência de tentativa de golpe, aliados de Torres argumentam que o documento não passa de um rascunho descartável, sem valor jurídico ou político. O caso segue em apuração, mas a expressão “minuta do Google” já entrou para o vocabulário político nacional, simbolizando documentos sem autoria clara e de procedência duvidosa.
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