Prisão Preventiva e Bloqueios Determinados por Moraes
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli, que deixou o Brasil após ser condenada a 10 anos de prisão por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Além disso, o nome da parlamentar será incluído na lista vermelha da Interpol para facilitar sua localização e possível extradição.
A decisão de Moraes atendeu ao pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e considerou que Zambelli fugiu do país para evitar o cumprimento da pena. O ministro ordenou o bloqueio dos passaportes, inclusive o diplomático, das contas bancárias, bens móveis e imóveis, além do salário e verbas de gabinete da deputada. Também foi determinada a suspensão do acesso dela às redes sociais no Brasil, como Instagram, Facebook, TikTok e outras, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Motivos da Prisão e Contexto da Fuga
Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF por ter liderado a invasão hacker ao CNJ em 2023, com a finalidade de emitir um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes. Após a condenação, a deputada anunciou que deixou o país, alegando motivos de saúde, mas autoridades interpretam sua saída como tentativa clara de se furtar à aplicação da lei penal. Ela teria saído pela fronteira com a Argentina e está atualmente nos Estados Unidos, com planos de viajar para a Itália, onde possui cidadania.
Consequências e Próximos Passos
A inclusão do nome de Carla Zambelli na lista da Interpol visa garantir a cooperação internacional para sua captura e extradição. Moraes destacou que a prisão preventiva é a última medida possível diante da insistência da deputada em manter condutas criminosas, inclusive por meio das redes sociais. A expectativa é que o STF julgue os recursos pendentes contra a condenação nos próximos dias, o que poderá levar à perda do mandato parlamentar e início do cumprimento da pena.
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