A probabilidade de crescimento das síndromes respiratórias agudas graves está em declínio, indicando uma tendência de estabilidade e queda a longo prazo no Estado do Acre até o final de novembro. No entanto, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o risco de Covid-19 permanece alto a longo prazo em Rio Branco, chegando a 75%.
A previsão foi divulgada no boletim InfoGripe nesta quinta-feira (23), destacando uma perspectiva de queda nacional das síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) nas últimas seis semanas, com estabilidade nas últimas três semanas. Essa tendência é atribuída à diversidade de quadros nos estados brasileiros.
A análise ressalta que a SRAG continua impactando mais os extremos das faixas etárias, com incidência mais elevada em crianças até dois anos de idade, enquanto a mortalidade é mais expressiva na população a partir de 65 anos. Os dados da Semana Epidemiológica 46, referente ao período de 12 a 18 de novembro, têm como base informações inseridas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 20 de novembro.
De acordo com o InfoGripe, os casos de SRAG em crianças estão associados a diferentes vírus respiratórios, incluindo rinovírus, Sars-CoV-2 (Covid-19), vírus sincicial respiratório (VSR) e adenovírus. Nos idosos, as ocorrências são predominantemente consequência do Sars-CoV-2. O estudo indica uma interrupção no sinal de crescimento de casos de SRAG na população adulta e uma queda em crianças e adolescentes. Quanto aos adultos e idosos, essa tendência é reflexo da queda ou estabilização nos casos associados à Covid-19 em estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, embora em alguns estados como Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina ainda haja aumento. Os casos de influenza, VSR e rinovírus mantêm sinal de queda ou estabilidade.




















