MEIO AMBIENTE

DESASTRE: Tragédia Ambiental em Lixão no Goiás Completa 1 mês com Rio Poluído


Governo de Goiás Pressiona Empresa para Iniciar Retirada de Resíduos até 21 de Julho

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A Contaminação e os Impactos Ambientais

Há exatamente um mês, no dia 18 de junho de 2025, o aterro Ouro Verde, localizado no município de Padre Bernardo, Goiás, sofreu um desmoronamento devastador. Centenas de toneladas de resíduos sólidos deslizaram para o córrego Santa Bárbara, afluente do Rio do Sal, contaminando gravemente as águas da região. Até hoje, o rio permanece completamente poluído, expondo riscos contínuos à população e ao meio ambiente local.

O colapso do lixão espalhou uma quantidade de lixo equivalente a aproximadamente 16 piscinas olímpicas no córrego, provocando um desastre ambiental grave. Análises da Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semad) identificaram altos níveis de metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio no chorume contaminante, além de uma intensa acidez da água, chegando a valores de pH abaixo do permitido por normas ambientais. Os sólidos totais dissolvidos (TDS) ultrapassaram três vezes o limite legal, agravando a toxicidade da água.

A contaminação já se estendeu para o Rio Maranhão, a mais de 50 quilômetros do local do acidente, afetando ecossistemas e o abastecimento de comunidades rurais que dependem desses corpos hídricos. A água não pode ser consumida nem utilizada para atividades agrícolas, e as autoridades proibiram seu uso, alertando para os riscos à saúde pública.

Ação Governamental e Responsabilidade da Empresa

No aguardo da ação definitiva, o Governo de Goiás mantém pressão sobre a empresa responsável pelo lixão para iniciar imediatamente a retirada dos resíduos acumulados no córrego Santa Bárbara. O prazo para que o trabalho começasse termina na próxima segunda-feira, 21 de julho de 2025. Enquanto isso, mais de 4 mil viagens em caminhões serão necessárias para remoção total do lixo, e uma nova estrada está sendo aberta para facilitar o acesso, pois os veículos não conseguem subir o morro com a carga.

Além disso, a Secretaria de Meio Ambiente e a Prefeitura de Padre Bernardo fiscalizam o processo de contenção e remoção, monitorando a qualidade da água constantemente. A empresa Ouro Verde já foi multada em R$ 37,5 milhões pelos danos causados.

O Que Esperar a Partir de Agora?

A despoluição total pode levar anos, segundo especialistas, devido à presença de materiais tóxicos e metais pesados que persistem no ambiente. Enquanto isso, os produtores rurais locais enfrentam a escassez de água limpa, dependendo de caminhões-pipa para manter suas atividades. O governo segue adotando medidas emergenciais para minimizar os impactos futuros.

A Importância da Vigilância e do Cumprimento das Normas Ambientais

Este desastre ambiental evidencia os perigos de manter lixões em condições precárias e alerta para mais de 2 mil municípios brasileiros que ainda operam depósitos irregulares de resíduos. A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina a eliminação de lixões até 2024, mas muitos locais resistem às normas, potencializando riscos à saúde ambiental e comunitária.

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Ana Cristina - Redatora