Em denúncia formulada à reportagem do Correio 68, policiais civis formados na última turma, revelam que a Direção de Polícia Civil do Acre não emitiu até o momento as identidades funcionais dos novos agentes.
De acordo com os policiais, que pediram para não serem identificados, desde que tomaram posse e começaram a trabalhar, há mais de 6 meses, precisam andar com a cópia da nomeação no Diário Oficial, para caso seja necessário, comprovarem que são efetivamente policiais civis do Acre.
“Não recebemos nenhuma identificação. A gente tem que andar com a cópia do Diário Oficial no bolso para comprovar que somos policiais. Isso é um absurdo”, conta o agente.
Os novos policiais teriam sido informados pela Direção Geral de Polícia Civil, que só receberiam a identificação após a implementação de um modelo nacional, que segundo eles, já está funcionando.
“Eles disseram que estavam esperando o modelo nacional, que já está funcionando e até agora nada. Dois colegas foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal na BR, porque estavam armados, mas sem funcional. Ficaram no posto do PRF até conseguirem provar que são policiais civis”, revelou.
O Correio 68 apurou também, a partir da denúncia, que o mesmo problema acontece com os policiais civis mais antigos, que por algum motivo perderam ou deterioraram suas identidades funcionais. “Estou sem funcional faz 1 ano, depois que a minha estragou. A minha sorte é que conheço muitos policiais militares e rodoviários, então nunca fui parado por eles”, contou um agente com mais tempo de casa.
SINPOL
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Acre (Sinpol), Alexandre, questionado pela reportagem, afirmou ter conhecimento do problema.
“É verdade. Até o momento não receberam, mas nós passamos a situação para o delegado geral e ele explicou que teve o processo de licitação e nos mostrou até um modelo de como vai ser, deram um prazo para até o final de maio. Está sendo feito em São Paulo e parece que teve um feriado extenso lá, não lembro se foi da semana santa e falou que iria atrasar um pouco, mas que até o final de maio chegaria”.
Questionado sobre a abordagem dos policiais pela PRF, Alexandre disse que o Sinpol está cobrando a Direção Geral de Polícia Civil, justamente para evitar esse tipo de ocorrência.
“Não tenho conhecimento disso, estou sabendo agora por você. Mas foi justamente para evitar esse tipo de constrangimento que a gente foi motivado a ir atrás. Se você for a um banco, realmente não tem como o vigilante ou outra polícia confirmar que você é policial. Por isso que é um problema para a gente e tratamos com o delegado geral, foi quando ele apresentou o modelo e deu o prazo até maio”, contou.
O presidente do Sinpol disse que “alguns colegas estavam andando com a cópia do termo de porte para justificar a arma” e confirmou que “os policiais mais antigos que por algum motivo perderam ou deterioraram suas funcionais, estão sendo prejudicados também”.
O Correio 68 tentou contato com o Delegado Geral, Josemar Portes, mas ele não atendeu as ligações.




















