O anúncio da liberação de R$ 33,6 milhões do Fundo Amazônia para o projeto Gestão Territorial da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) tem gerado intensos debates sobre a atuação de ONGs na região. A oficialização da liberação dos recursos, que ocorreu durante um evento com a presença da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o assunto foi parar na CPI das ONGs.
Autoridades como o senador Marcio Bittar (União Brasil), relator da Comissão, levantaram questionamentos sobre a utilização dos recursos do Fundo Amazônia, alegando que o dinheiro deveria ser destinado a outras necessidades, como a construção da BR-364 ou a ponte de Rodrigues Alves sobre o Rio Juruá. Bittar ainda afirmou que os recursos são provenientes da Noruega e têm o objetivo de “comprar a soberania do Brasil”.
Em resposta, a OPIRJ rebateu as acusações, afirmando que o senador demonstra desinformação e falta de compreensão sobre a assinatura do contrato do projeto Gestão Territorial. A organização ressalta que o projeto beneficiará 13 Terras Indígenas, totalizando cerca de 11 mil pessoas, e afirma que o embargo da construção da extensão da BR-364 até o Peru foi decidido pela Justiça, respaldado em leis existentes.
Ainda segundo a nota, a OPIRJ reforça que a consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais afetadas pelo empreendimento é uma exigência legal e que o embargo é uma resposta à incompetência de quem conduziu o processo e não respeitou a lei. A organização destacou ainda seu papel na defesa dos direitos indígenas, na preservação da Floresta Amazônica e no fortalecimento das comunidades tradicionais, buscando garantir a sustentabilidade e autonomia dos povos indígenas na região do Juruá.




















