Ao ser indagado sobre quais serão suas atitudes em relação aos decretos que flexibilizam o acesso a armas, Ciro Gomes (PDT) rememorou um assalto sofrido em 1995 pelo então deputado federal Jair Bolsonaro (PL), no qual os criminosos levaram a moto e uma pistola, uma Glock 380, do atual presidente.
Na época em que o assalto ocorreu, o capitão da reserva, com 40 anos, disse para a imprensa: “Mesmo armado me senti indefeso”.
No assalto, Bolsonaro parou sua motocicleta em um semáforo na região de Vila Isabel, no Rio de Janeiro e foi abordado por dois homens armados. O roubo ocorreu durante uma panfletagem de campanha.

Em 2018, durante campanha para presidente declarou:
— “Eu fui assaltado, sim, eu estava em uma motocicleta, fui rendido, dois caras, um desceu e me pegou por trás, o outro pela frente. Dois dias depois, juntamente com o 9º Batalhão da Polícia Militar, nós recuperamos a arma e a motocicleta e por coincidência o dono da favela lá de Acari, onde foi pega… foi pego lá, lá estava lá, ele apareceu morto, um tempo depois, rápido
Após análise, se descobriu que “dono da favela” a quem Bolsonaro se refere foi o traficante Jorge Luís dos Santos, que não foi morto, mas sim preso oito meses depois do roubo da motocicleta de Jair. Apesar do episódio, Bolsonaro continua defendendo a posse de armas de fogo como política de segurança pública. Durante o debate, o candidato à reeleição chegou a dizer que o armamento também é uma forma de combate à violência contra a mulher.




















