A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) confirmou que duas novas variantes da Covid-19 circulam no Acre, a P.1 e P.2. A primeira, identificada pela primeira vez em Manaus, e a segunda no Rio de Janeiro. Duas mortes pelo sequenciamento genético do vírus já foram confirmadas no estado. As vítimas são de Cruzeiro do Sul, do sexo masculino, de 38 e 51 anos. Um paciente diagnosticado com a P.2, recebeu alta médica.
Em nota, a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) disse que o surgimento das variantes é causado pela alta circulação de pessoas e o aumento da propagação do vírus Sars-CoV-2. O médico imunologista Guilherme Pulici explicou que a P.1 é uma variante que transmite mais rápido, o que preocupa os especialistas, no entanto, não há comprovações cientificas que a classifiquem como mais letal.
“É uma variante que transmite mais rapidamente. Como isso acontece, acomete mais pessoas simultaneamente, aumentando a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Aparentemente, não é mais letal, mas ela afeta drasticamente o sistema de saúde porque atinge mais pessoas. Por isso que estamos enfrentando essa segunda de uma forma tão intensa e cruel”.
As duas variantes, de acordo com Guilherme, é o comprometimento do estado de saúde de pessoas mais jovens, mesmo sem doenças pré-existentes. “Pessoas mais jovens e sem comorbidades estão sendo afetadas de forma muito impressionante, com quadros de saúde evoluindo para grave em um curto período de tempo”.
A P.2, por sua vez, de acordo com o médico, é mais transmissível que a P.1. “Mesmo com poucos dados, é possível perceber que a P.2 é potencialmente mais transmissível que a própria P.1, mas não tem sido tão agressiva quanto a segunda, no quesito letalidade”, explicou.




















