A cidade de Arequipa, no Peru, é o ponto de origem da primeira carga de alho importada para o comércio de Rio Branco. Trabalhadoras estão selecionando o produto, cultivado no Vale Sagrado peruano, e que será transportado pela Rota Interoceânica até a capital acreana. De acordo com Alejandro Salinas, diretor comercial do grupo Perbra Holding, a previsão é que a carga esteja disponível na Ceasa dentro de dez dias.
O Peru é o maior exportador de alho fresco da América Latina. A demanda do mercado acreano contribui para o país estar entre os maiores exportadores de alho para o Brasil, juntamente com a Argentina e a China. O incentivo ao cooperativismo tem levado vários agricultores a voltarem a produzir e a trabalhar em associações.
O acordo para a importação do alho peruano foi fechado durante as negociações realizadas na Expoacre deste ano, seguindo as discussões que ocorreram na Expoalimentaria, a maior feira de alimentos da América Latina, que aconteceu no Peru em setembro.
Segundo Alejandro, graças às condições negociadas, espera-se que o produto chegue aos consumidores acreanos a um preço mais acessível. Ele destacou a qualidade do alho cultivado no Vale Sagrado e o preço competitivo do produto chinês. A primeira carga terá 25 toneladas e será vendida tanto no atacado quanto no varejo.
O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, Assurbanípal Mesquita, recebeu a notícia com otimismo, destacando o esforço do governador Gladson Cameli na política de comércio exterior. Ele também ressaltou o crescimento das importações e exportações com países andinos, graças ao trabalho do Executivo e do Legislativo, e à participação das associações comerciais, federações, cooperativas e empreendedores.
Além disso, a importação de alho é vista como uma oportunidade de fortalecer o corredor interoceânico e diminuir o retorno vazio das carretas que levam produtos acreanos para o Peru.
Em outra frente, a Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) participou de uma reunião com a governadora em exercício, Mailza Assis, e instituições financeiras, discutindo a expansão da suinocultura no estado. O plano de gestão prevê aumentar a produção de leitões para 96.000 por ano e implantar 300 granjas até 2025.




















