
Prefácio por Anderson Siqueira
Daniel Cabral traz ao Correio 68 nesta segunda-feira uma charge impactante, que expõe as profundezas da irresponsabilidade política em frente a um governo. Em 1998, pela primeira vez na história do Acre, o PT assumiu o poder prometendo um governo da florestania, valorizando as riquezas naturais do estado.
A Frente Popular ficaria no poder até o final de 2018, encerrando uma dobradinha entre estado e prefeitura de Rio Branco que vinha desde 2004 quando Angelim foi eleito. O pivô do fim desse “império” foi o engenheiro Marcus Alexandre, na época prefeito que renunciou ao cargo para disputar o governo, mas acabou sendo derrotado em primeiro turno por Gladson Cameli.
Os reflexos não foram dos melhores, escândalos e mais escândalos de corrupção marcaram a reta final do governo petista, que também enfrentava crise a nível nacional com o recente impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016. Os “morcegos” como retrata o chargista, engordaram durante 20 anos e no final restou as sobras aos butres, que se uniram pela vitória e foram um a um se tornando inimigos, até a separação que indica uma tensão para 2022, fazendo com que a promessa é que seja uma das eleições mais disputadas por aqui.
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