Nesta terça-feira (9), a Polícia Civil (PC) reconstituiu a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) a morte da jovem Maicline Borges, que faleceu aos 26 anos em um trágico acidente de jet ski em 2019.
A reprodução começou pela manhã e encerrou já durante a tarde no Riozinho do Rola, onde o acidente aconteceu e contou com a presença dos três envolvidos no acidente: o médico oftalmologista Eduardo Velloso, o empresário Otávio Costa e a irmã de Maicline, Hinauara Borges. O laudo deve sair em até 30 dias, segundo informou o advogado da família da vítima, Rafael Teixeira.
Depois de determinar o retorno do inquérito que investiga a morte para a Polícia Civil, a 2ª Vara do Tribunal do Júri tinha marcado a reconstituição para o dia 4 de março, mas acabou aceitando o pedido da defesa do médico Eduardo Velloso e adiou a reprodução simulada do acidente, por causa da pandemia. Porém, o Ministério Público Estadual recorreu e a Câmara Criminal manteve a reprodução.
O advogado de Velloso, Arquilau Melo disse ao site G1 Acre que também aguarda o laudo para que possa se manifestar.
— “A gente tem que aguardar esse laudo chegar ao Poder Judiciário para poder se manifestar. Por enquanto isso, a gente não pode questionar. Temos que aguardar como ele viu o acontecimentos e que versão vai ser dada ao juiz, se estaremos de acordo ou teremos alguma objeção”, disse.
Após o laudo, o MPAC deve decidir se o médico e o empresário serão denunciados por homicídio doloso, quando há intenção de matar. A acusação aponta o consumo de bebidas alcoólicas e o excesso de velocidade na hora do acidente.
Relembre o caso
Maicline Borges morreu no dia 12 de janeiro de 2019 após ter a perna arrancada durante um acidente entre duas motos aquáticas, os chamados jet skis, na região da Quarta Ponte, em Rio Branco. O inquérito do caso foi concluído em abril do mesmo ano e indiciou o médico Eduardo Velloso por homicídio culposo e lesão corporal. Mas, o MPAC pediu que fosse feita a reconstituição.




















