CASO JONHLIANE

Após negar ‘racha’, Ícaro diz que BMW estava em alta velocidade por conta de briga com a namorada


No julgamento que define os destinos dos acusados pela morte de Jonhliane Paiva no dia 6 de agosto de 2020, Ícaro Pinto alegou ser injusta a prisão de Alan de Araújo, negou ter havido um ‘racha’ e justificou a velocidade de 151 km/h com uma briga que teve com a ex-namorada Hatsue Tanaka.

Nesta quarta-feira (18/05) ocorre o segundo dia de julgamento, Ícaro e Alan estão sendo ouvidos. Ícaro contou estava em uma festa na véspera do feriado, realizada por quatro amigos, onde cada um poderia levar até dez pessoas. Ele contou que chegou com a ex-namorada e que no meio da festa, uma terceira pessoa teria a beijado, o que deu início a uma discussão.

Ele afirmou que após a discussão, decidiu levá-la para casa e acelerou após olhar que não havia blitz, em grupos de WhatsApp. No caminho, a discussão teria piorado e ele teria acelerado o carro para deixá-la em casa, foi quando teria ocorrido o atropelamento. Ícaro disse ainda que não parou por medo de sofrer retaliação pelo fato de estar dirigindo uma BMW e ser, segundo ele, confundido com um “playboy bebendo”. Ele afirmou também ter bebido um copo de whisky com energético.

Ícaro finalizou pedindo perdão à família de Jonhliane: “infelizmente, não posso voltar no tempo, se pudesse jamais teria feito isso. Tirei a vida de uma filha, não consigo nem imaginar a dor da família, até porque sou pai e não me imagino sem meu filho”.

Post navigation

Avatar de André Diogo

André Diogo