Ao anunciar a candidatura de Jorge Viana ao governo, PT polariza a eleição estadual


A cruz ou a espada

Em bate-papo com um atento observador da política nacional, que tem mais de 70 anos de idade, o que, por si só, já o confere larga experiência na política brasileira, ele me disse: ”fui eleitor do Lula e me decepcionei, votei no Bolsonaro e também me decepcionei. Agora, se for preciso escolher entre o ‘ladrão’ e o ‘doido, ficarei com a primeira opção, pois na época do Lula o povo comia e sorria. Hoje está morrendo de fome”.

Se alimentam

A breve conversa com o “jovem senhor” me fez refletir sobre qual é a maior parcela do eleitorado brasileiro. Se a de antipetista ou a de antibolsonarista.  Ambas são enormes. E se alimentam politicamente. Sem a figura do Lula no cenário eleitoral, o atual presidente Jair Bolsonaro tende a ver minguar sua chance de êxito. Somente como adversário do petista, em um eventual segundo turno, Bolsonaro tem chance de vencer a eleição. Seu eleitorado vem encolhendo significativamente a cada estupidez por ele proferida.

Eleição do ódio

O que é certo nisso tudo, e que já fora mencionado nesta coluna há um bom tempo, é que, se o centro não tiver a maturidade de equacionar interesses, colocará os dois no segundo turno, e aí a eleição será de quem, no momento, despertar menor ódio nos brasileiros. O país do ódio, que foi o que virou o Brasil, irá eleger o seu presidente por odiar o seu adversário. Ou o centro se une ou esse é o único cenário existente.

Terceirizados

Que a CPI da Educação serviria, também, para dar holofote a alguns deputados que quase nada produzem, além de postagens no Facebook e Instagram, a coluna já tinha dito dias atrás. Mas que o deputado estadual Fagner Calegário (Podemos) está correto em estar revoltado com a não convocação dos trabalhadores terceirizados, que, segundo ele, estão há 4 meses sem receber seus salários, é fato. Por que não ouvi-los?

2022 é agora

O vice- governador Wherles Rocha participou na noite de ontem (27) da solenidade no Corpo de Bombeiros Militar do Acre, para a entrega de alguns veículos, oriundos de emendas da bancada federal. O governador Gladson Cameli discursou, agradeceu a união de todos e ignorou por completo a presença do vice-governador. Rocha ouviu atentamente o discurso de Gladson e saiu sem aplaudir.

Polarização

O Partido dos Trabalhadores está disposto a lançar o ex-governador Jorge Viana como candidato ao governo na eleição do ano que vem. Caso aceite o desafio, Jorge Viana polariza de vez a eleição e empurra o senador Sérgio Petecão (PSD) para uma historicamente infrutífera terceira via.

Anotem

Mas, como a coluna já vem antecipando há algum tempo, não esperem ver Petecão e Gladson em palanques diferentes no ano que vem. Estarão “botando pra moer” lado a lado.

De olho no DF

Fonte muito próxima do senador e assíduo frequentador dos cafés da manhã na Casa Amarela me garantiu que o principal projeto de Petecão em 2022 é eleger a sua esposa e vice-prefeita de Rio Branco, Marfisa Galvão, como deputada federal. Feito o registro.

Boa viagem

“A felicidade não está na estrada que leva a algum lugar. A felicidade é a própria estrada.” (Bob Dylan)

 

 

 

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André Diogo