Admirador de Che Guevara e Cuba, Maradona morreu no mesmo dia que Fidel Castro, seu “segundo pai”


Quando se fala em Diego Armando Maradona, a primeira coisa que vem a cabeça dos mais antigos são seus dribles, a velocidade e a potência com a perna esquerda, o ícone argentino se consagra como um dos maiores jogadores de futebol da história e muitos o consideram melhor até do que o próprio Pelé, claro que do lado de cá, discordamos disso.

Mas o Maradona que poucos conhecem é o ativista político, argentino, ele mantinha uma relação de admiração grande pelo revolucionário Ernesto Guevara de La Serna, o famoso Che Guevara, tendo inclusive feito uma tatuagem dele em seu braço.

Sua relação com a esquerda e a Revolução Cubana não para por aí, Maradona tinha o líder cubano Fidel Castro como seu segundo pai: “Ele abriu as portas de Cuba para mim quando, na Argentina, as clínicas as fechavam porque não queriam a morte de Maradona”, relatou o ex-jogador.

A dedicatória, que consta em sua própria biografia escrita por ele, não foi a única homenagem feita por Maradona a Fidel: o argentino fez uma tatuagem do líder em sua panturrilha direita e uma de Che Guevara no braço direito. Foi após ter vivido em Cuba, entre 2001 e 2005, que Maradona se aproximou da esquerda argentina e seu ativismo ficou mais forte.

📷: Maradona mostra para Fidel Castro a tatuagem que fez do próprio Fidel Castro

A coincidência no entanto, é que Maradona morreu hoje, 25 de novembro de 2020, já seu “segundo pai”, Fidel Castro, morreu no dia 25 de novembro de 2016.

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André Diogo

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