POLÊMICA

PL nomeia condenado por assassinato de Chico Mendes como presidente da sigla no Pará e volta atrás após repercussão


A nomeação de Darci Alves Pereira, réu confesso pelo assassinato do ambientalista acreano Chico Mendes, como presidente do Partido Liberal (PL) em Medicilândia, no interior do Pará, gerou polêmica nas redes sociais e fez com que o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, pedisse que ele fosse removido do cargo.

Darci foi condenado a 19 anos de prisão em 1990 pelo homicídio do seringueiro, ocorrido em dezembro de 1988. Ele foi empossado presidente do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Medicilândia no dia 26 de janeiro.

“Quero esclarecer que não tinha conhecimento de que Darci Alves Pereira, recentemente empossado como presidente do PL de Medicilândia, no interior do Pará, é o mesmo indivíduo acusado do assassinato do ambientalista Chico Mendes. Agradeço à imprensa por trazer este importante fato ao nosso conhecimento. Diante dessa situação, recomendei ao presidente estadual do PL do Pará, deputado Éder Mauro, a imediata destituição de Darci Alves Pereira do cargo, conhecido atualmente como Pastor Daniel”, declarou Valdemar Costa Neto, por meio de comunicado oficial.

A polêmica veio em um período crítico para a cúpula do PL, que enfrenta acusações de tentativa de golpe de Estado. O próprio presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, chegou a ser preso no dia 8 deste mês por posse ilegal de arma de fogo durante uma operação da Polícia Federal (PF).

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André Diogo