Um dos casos mais bárbaros da história recente do Brasil completa 22 anos.
O caso de Lucas Terra foi um dos mais chocantes episódios de violência contra a comunidade LGBT no Brasil. Em 2001, Lucas, um jovem gay de 14 anos, foi brutalmente assassinado em Salvador, Bahia. O crime teve grande repercussão na mídia e gerou debates sobre homofobia e justiça no país.
Dois homens foram condenados pelo crime em 2006: o pastor Sílvio Galiza e o ex-policial Mizael Bispo. De acordo com a investigação, eles teriam estuprado e torturado Lucas dentro da igreja frequentada pelo pastor. Depois, teriam jogado o corpo do jovem em um terreno baldio. Galiza e Bispo foram condenados a 35 anos de prisão cada um. Contudo, em 2012, o Tribunal de Justiça da Bahia reduziu a pena dos acusados para 30 anos. O caso ainda é lembrado como um dos mais emblemáticos da luta contra a homofobia no Brasil.
Veja abaixo a thread (história contada pelo Twitter) publicada pelo perfil @enf_intensiva:
Na noite do dia 21 de Março de 2001, Galiza convida Lucas para uma noite de orações que aconteceria em um templo próximo, no bairro do Rio Vermelho em Salvador. Na manhã do dia seguinte os pais de Lucas notaram que ele não tinha voltado para casa.
No dia 23 o corpo de Lucas foi encontrado totalmente carbonizado. Silvio Galiza foi condenado pelo assasinato de Lucas e acusou outros três membros da IURD de envolvimento: o bispo Fernando Aparecido da Silva, o pastor Joel Miranda Macedo e o segurança dos dois, Luis Claudio
O Bispo Fernando Aparecido e o pastor Joel Miranda irão sentar no banco dos réus no dia 25/04/2023 após anos de uma luta incansável da mãe de Lucas, a Marion Terra porém à justiça baiana proibiu a transmissão do julgamento.
Vamos assinar a petição exigindo a transmissão do júri popular desses dois pastores acusados de assassinado!!!!! Marion Terra, a mãe do pequeno Lucas merece o nosso apoio.
Assine a petição clicando aqui.




















