A Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas do Acre (Semapi) e a Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), realizaram na última semana, atividades no Parque Estadual Chandless (PEC), unidade de conservação (UC) de proteção integral localizada no centro-sudoeste do estado.
A ação foi articulada, por meio da Secretária Paola Daniel, que realizou a visita em in loco, com o corpo técnico. As ações sociais no parque foram desenvolvidas entre a segunda-feira, 11, e sexta-feira, 22, quando foi realizada a assinatura do termo de compromisso com os moradores, com a entrega de cestas básicas e o cadastramento dos moradores pela Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres (SEASDHM), para apoio as famílias, com itens de necessidade primária em decorrência das enchentes deste ano. As Assistentes Sociais: Nayane Lima e Tamires Soares, afirmam que através desse contato é possível realizar o levantamento de suas necessidades emergências, tendo em vista que os moradores da localidade sofreram perdas materiais como: eletrônicos, móveis e roupas, bem como seu meio de subsistência proveniente do roçado e da criação de animais.

A iniciativa é apoiada pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), exercido pelo Ministério do Meio Ambiente, sendo financeiramente coordenado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado com recursos de doadores nacionais e internacionais.
O objetivo do levantamento, é a elaboração de um relatório situacional para que, dentro das políticas públicas, seja encontrada a maneira correta para que o Estado do Acre possa, não só devolver, como também garantir a dignidade da comunidade que ali habita.
A área em que o PEC está localizado é considerada, pelo Ministério do Meio Ambiente, de extrema importância para a conservação da natureza, principalmente pela sua biodiversidade, além de sua localização no “arco do desmatamento”, que é a região, conforme o Instituto de Pesquisa Ambiental (Ipam), em que a fronteira agrícola avança em direção à floresta e também onde encontram-se os maiores índices de desmatamento da Amazônia. São 500 mil km² de terras que vão do leste e sul do Pará em direção oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre. O deslocamento só é possível por meio de barco de rabeta, tendo em vista o baixo nível das águas nessa época do ano, o percurso pelo rio dura em torno de 8 horas.




















