O governador Gladson Cameli (Progressistas), tornou sem efeito a decisão de seu vice, major Wherles Rocha (PSL) de exonerar o Procurador Geral da República, João Paulo Setti, que é alvo de uma investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro conhecido como ‘Máfia dos Precatórios’.
A anulação foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (10).
Gladson chegou a dizer que Rocha colocou “a carroça na frente dos bois” ao tomar a decisão durante sua ausência. No ato da exoneração, o governador estava na Escócia para participando da Conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP-26.
Ele também disse que Rocha “não pode ficar tirando procurador dessa forma”. A decisão esquentou o clima entre os dois, que já vinham em desavenças desde o início da pandemia de Covid-19 com a preparação para a campanha municipal de 2020.
Para exonerar Setti, Rocha explicou que o motivo foi uma denúncia feita à Polícia Federal (PF) pelo ex-procurador geral de Justiça do Acre, Edmar Azevedo Monteiro Filho, denunciando o esquema.
No relato feito à PF, Filho contou que teve conhecimento de que o esquema funcionava da seguinte forma: um grupo de pessoas do alto escalão do Estado, incluindo membros de todos os poderes, detinham de informações privilegiadas sobre o cronograma dos pagamentos dos precatórios, bem como dos pareceres jurídicos sobre eles. Com isso, os denunciados procuravam os beneficiados pelos valores que seriam pagos pelo Estado e compravam os precatórios por valores “irrisórios”.




















