Após dois anos e meio de mandato, o governador Gladson Cameli (Progressistas) conseguiu cumprir apenas 10 das 61 promessas feitas na campanha, além de enfrentar greves de diversos setores como Educação e Saúde. Os dados foram levantados pelo portal G1 Acre.
Entre as promessas feitas por Gladson, só foram cumpridas:
- Reduzir cargos comissionados;
- Criar espaço de cultura interativa;
- Programa Aprender Mais no Ensino Médio;
- Ensino médio profissionalizante em tempo integral;
- Universidade aberta para todos os profissionais da educação;
- Criar câmara setorial do agronegócio;
- Retomar a Cageacre;
- Implantar a rede estadual de monitoramento da qualidade do ar;
- Fazer parcerias público-privadas com laboratórios privados;
- Criar o Centro Integrado de Inteligência Estadual.
Em contrapartida, o Governo emitiu uma nota justificando que a pandemia inviabilizou algumas metas de serem ser atingidas, leia:
“Diante do que ainda está sendo a Covid-19 no país, não há governo estadual que não tenha concentrado suas forças no combate à pandemia, em cumprimento ao seu dever constitucional de enfrentamento àquela que já é considerada a maior tragédia deste século.
Portanto, diante deste cenário no Acre, e de pelo menos outros três quadros que também foram preocupantes – como as enchentes, o problema da migração de haitianos, africanos e de venezuelanos, e um grande surto de dengue -, é natural que o governo Gladson Cameli tenha se concentrado nas ações em favor de salvar vidas, reunindo esforços e recursos para a infraestrutura em Saúde, enquanto não conseguiu, de forma mais ampla, executar o seu plano de governo que fora apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Acre, o TRE-AC, ainda em campanha.
No entendimento do pensador político, escritor e ex-deputado Moisés Diniz, com a pandemia já se vão dois anos e meio de dias muito conturbados para a administração pública. “Por isso, é perfeitamente natural que no plano do governador Gladson Cameli apresentado ao TRE-AC constem metas que ainda não puderam ser atingidas”, destaca.
“É preciso entender que ao longo de uma administração pública são diversas as variáveis com que podemos nos deparar. E uma delas foi a pandemia”, completa Moisés Diniz, que atua na coordenação política do governo. E justamente por isso, adaptações feitas no plano foram necessárias, em decorrência dos desafios que surgiram com a disseminação da Covid-19.
Outro fator que é preciso ressaltar é que quando os novos técnicos e as lideranças políticas do governo Gladson Cameli começavam a conhecer a administração pública, originários de um 2019 que marcou a transição de 20 anos de um pensamento político e ideológico completamente diferente, o novo coronavírus mandaria a maioria para casa, quase parando a máquina pública nos seus vários setores.”
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