A ex-prefeita e hoje secretária Socorro Neri enfrenta seu primeiro desafio à frente da Secretaria de Educação (SEE), reivindicando a reformulação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e reajuste no piso salarial, trabalhadores da categoria iniciaram uma greve na manhã desta quinta-feira (13).
Eles decidiram decretar o estado de greve após uma assembleia geral feita na sexta-feira (7). A deflagração, de fato, ocorre 72 horas depois da notificação. Nesta quinta, um grupo de trabalhadores está na frente do Palácio Rio Branco com um adesivaço para reforçar o ato.
Com a paralisação da categoria, o ano letivo 2021 ainda não iniciou na maioria das escolas públicas do Acre. A previsão era de que as aulas começassem na segunda-feira (10) para cerca de 148 mil alunos de forma remota, mas, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), 90% das escolas aderiram ao movimento.
Segundo informações do site G1 Acre, a SEE informou que foi feita uma reunião na tarde dessa quarta (12) entre a pasta, a Secretaria de Planejamento e Gestão do Acre (Seplag), a Casa Civil e os três sindicatos ligados à Educação para discutir a situação.
A secretaria disse que vai ser elaborada a proposta do governo pela equipe e fechada com o governador e que, em seguida, será apresentada à categoria no início da próxima semana.
“Tivemos essa reunião e foi só para nos enganar novamente. Eles não tinham proposta nenhuma, pediram um tempo porque a secretária assumiu agora, mas nós não temos mais como dar tempo para eles, já estourou o tempo. Temos mais de 90% das escolas que aderiram ao movimento. Os que iniciaram o ano letivo, inclusive, pararam hoje”, a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento.
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Reinvindicações
Além da reposição salarial, a categoria ressalta que os professores estão endividados, porque tiveram que comprar celulares e computadores e pagar Internet para poderem trabalhar com as aulas remotas.
“O governo não está pagando nossos direitos garantidos no PCCR, que são as gratificações, complementações salariais e dobras. Também estamos lutando pela reposição inflacionária de 2017 até 2021 e mais a estruturação da tabela para 2022”, informou Rosana.
A sindicalista disse ainda que as negociações estão sendo feitas com o governo desde 2019. “Já ofereceram auxilio alimentação e não pagaram, ofereceram 12,99% e não pagaram e por último entregaram uma contraproposta oferecendo antecipação da VDP e não pagaram.”
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