Nicolás Maduro solta o verbo e chama variante brasileira do coronavírus de “mutante Bolsonaro”


Em tom ríspido, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não poupou insultos ao colega brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido), durante pronunciamento à nação na tarde desse sábado (3/4).

Ao fazer um balanço da pandemia da COVID-19 em seu país, Maduro disparou: “É um desastre, a mutante brasileira deveria chamar-se ‘a mutante Bolsonaro‘”.
“A mutante Bolsonaro… Porque ele é o culpado por abandonar o seu povo e por ser louco, insensível, um psicopata. Um psicopata! Insensível! Não lhe dói o povo do Brasil. Não lhe dói nada. A ele só interessa sua loucura. Vejam a situação que ele meteu o Brasil e a humanidade. O Brasil é o epicentro mundial das variantes mais perigosas e da expansão do coronavírus. Essa é a verdade”, declarou o líder venezuelano.

Maduro reconheceu que as cepas brasileiras do Sars-CoV-2 têm uma “carga de virulência maior e mais forte”.

“Nosso povo deve cuidar-se mais e melhor. As famílias devem se cuidar mais”, aconselhou, ao admitir que as variantes do Brasil estão em circulação na Venezuela.
O país registrou, nesse sábado, o maior número de casos da COVID-19 em 24 horas desde o início da pandemia: 1.779 infecções.

Segundo o governo venezuelano, foram contabilizados também 15 mortos.

Em março, a Venezuela contabilizou 21.380 casos. De acordo com o Centro de Pesquisas Coronavírus da Universidade Johns Hopkins, são 164.337 infecções e 1.647 óbitos no país latino.

Maduro disse, também, que a segunda onda da pandemia está mais virulenta e perigosa por causa das variantes brasileiras.
“A variante brasileira avança mais rapidamente. Há gente que se automedica, e, se por qualquer razão, tem medo ou excesso de confiança, e não quer ir ao hospital, é um erro. Paga-se caro por isso. Conheço casos de gente que ficou em casa e começou a se automedicar. Em 48 horas, não podem respirar, se sentem mal e quase chegam a morrer”, advertiu o presidente venezuelano.

Ele defendeu o aumento no número de leitos hospitalares e pediu que a população não tome medicamentos por conta própria.

Crise em Manaus

Durante a crise da falta de oxigênio em hospitais de Manaus e do Amazonas, em janeiro, o Palácio de Miraflores ofereceu ajuda ao Planalto para enviar suprimentos.

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André Diogo