O repórter João Renato Jácome receberia do Estadão, a quem prestava serviços freelancer, apenas R$ 5 por linha escrita de 70 caracteres da matéria que originou sua exoneração da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) pelo prefeito Tião Bocalom (Progressistas), nesta sexta-feira (26), segundo informações do jornalista Altino Machado.
Aviso à praça: sabem quanto o @Estadão pagava ao repórter freelancer no Acre? Apenas 5 riau por cada linha escrita de 70 caracteres. Não é diferente do que é pago pelos demais veículos da suposta "grande imprensa". Nem no cu da anta.
— Altino Machado (@AltinoMachado) February 26, 2021
Em coletiva de imprensa com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quarta-feira (24), Jácome perguntou qual era a sua avaliação sobre a anulação da quebra de sigilo bancário de seu filho, Flávio, no caso das ‘rachadinhas’. A pergunta irritou o presidente que declarou encerrada a entrevista e se retirou. No mesmo dia, Bocalom declarou a alguns veículos de comunicação que o rapaz seria exonerado.
O caso foi visto como censura e repressão à imprensa, a que foi chamado de “atitude covarde” pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em uma nota de repúdio ao prefeito de Rio Branco.
Outro crítico foi o próprio Altino Machado que além de condenar a exoneração, também criticou o Estadão por não se manifestar a respeito e prestar solidariedade.
O repórter João Renato Jácome participou da coletiva de @jairbolsonaro como freelancer do @Estadao. Além de ignorar o fato, o jornal sequer manifestou solidariedade ao repórter. É por essas e outras que, desde 1998, me recuso a trabalhar como freelancer para a "grande imprensa".
— Altino Machado (@AltinoMachado) February 26, 2021




















