Uma situação lamentável aconteceu em Rio Branco após a visita de Jair Bolsonaro (sem partido) ao Acre na última quarta-feira (24), o jornalista João Renato Jácome, foi exonerado da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMEIA), após perguntar ao presidente qual era sua avaliação sobre a decisão de derrubar as quebras de sigilo fiscais de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) no caso das “rachadinhas”.

Na ocasião, João Renato estava prestando um serviço de imprensa independente para o jornal Estadão, de São Paulo, sem comprometimento algum com os trabalhos desempenhados na SEMEIA, a exoneração que foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (26), havia sido confirmada por Bocalom ao jornal Folha do Acre, que o motivo seria a pergunta.
– “Minha pergunta é para o presidente Bolsonaro, presidente qual a avaliação que o senhor fez sobre a decisão do STJ ontem de derrubar a quebra dos sigilos fiscais…”, disse o repórter, em seguida o presidente foge da pergunta: “acabou a entrevista”.
A pergunta foi sobre o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ter anulado, por quatro votos a um, na terça-feira (23), a quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro em caso da ‘rachadinha’, o senador foi investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que concluiu a apuração e denunciou em novembro de 2020 o filho mais velho de Bolsonaro sob acusação de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Os crimes, segundo os promotores, teriam sido cometidos ao longo de uma década, durante o mandato dele na Assembleia Legislativa fluminense (Alerj).
A atitude de Bocalom foi vista por muitos profissionais do jornalismo como uma tentativa clara de tentar coibir o trabalho da imprensa e da liberdade de expressão.




















