Em nova polêmica, Bocalom diz que pretende acabar com passagem a R$ 1 para estudantes


Em entrevista ao jornal A Tribuna, publicada nesta quarta-feira (2), o prefeito eleito de Rio Branco, Tião Bocalom (Progressistas) afirmou que irá acabar com o subsídio aos alunos da rede estadual que proporciona passagens de transporte coletivo pelo valor de R$ 1.

“Veja só… O que a gente precisa entender é que o transporte escolar é obrigatório ser gratuito para os estudantes. Então cada governo vai precisar bancar a sua parte. A prefeitura não pode bancar subsídios para alunos do governo do estado. A prefeitura vai bancar para todos os seus alunos. Nós vamos zerar o valor das passagens para os alunos da rede municipal. Rede estadual é o estado que precisa fazer”, disse ao responder a pergunta sobre se daria continuidade ao benefício.

Bocalom também disse que os alunos da rede municipal devem ter passagens gratuitas e defendeu que as aulas devem retornar, na semana passada, o ex-prefeito de Acrelândia protagonizou uma polêmica ao declarar que as pessoas precisam pegar Covid-19 para ficarem imunes ao Sars-Cov-2, coronavírus responsável pela doença, defendendo a ideia chamada de imunidade de rebanho.

Em março deste ano, o valor das passagens de ônibus foi estabelecido em R$ 4, os estudantes da rede estadual que por lei tem o direito de pagar metade do valor, recebem o subsídio da prefeitura que paga R$ 1, ficando esse valor também a ser pago pelos estudantes. Com o fim do benefício, eles terão que pagar o valor de R$ 2.

A retirada do benefício prejudicaria estudantes do ensino fundamental II e ensino médio que dependem do transporte público para irem para a escola, uma vez que a rede municipal é responsável por escolas do ensino primário, com alunos que pouco utilizam o transporte público.

O Correio 68 conversou com o ex-presidente do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Acre (Ufac), Richard Brilhante, que em 2013 esteve a frente dos movimentos estudantis que brigaram pela fixação do valor de R$ 1 pela passagem:

“Conquistamos a passagem do estudante em março de 2013, com uma mobilização que contou com mais de dois mil estudantes na rua. O Prefeito eleito age de forma irresponsável com a declaração, pois ainda nem assumiu e já pensa em prejudicar cerca de 70 mil estudantes. A prefeitura já tem recurso mensal previsto para continuar mantendo o subsídio, acho válido o prefeito eleito assumir primeiro, conhecer a realidade orçamentária e do transporte, para depois tomar sua decisão.”

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André Diogo

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