De todas as divisões do Poder Legislativo no Brasil, o Senado é, talvez, o que melhor representa os estados de forma igualitária, presente em países que adotaram o sistema de governo federalista, cada unidade federativa tem direito a três representantes, que durante oito anos irão representá-la, propondo e votando leis de seus interesses.
Muitas das vezes, o senador acaba votando por interesses pessoais, ignorando a vontade soberana da população que o elegeu, pivô de algumas dessas votações, o senador acreano Sérgio Petecão (PSD) já foi inúmeras vezes questionado por conta de seus posicionamentos.
Votou a favor da censura na internet
Como parte de sua estratégia populista, Petecão costuma ser ativo nas redes sociais, interage e algumas por vezes já protagonizou episódios polêmicos, como recentemente a ameaças a um jornalista. Uma grande ironia, a propósito, pois o mesmo senador que se sente à vontade para fazer ameaças também foi o propulsor da votação em favor do polêmico PL 2630/2020, que visa limitar a liberdade de expressão na internet.
O Projeto de Lei foi proposto com objetivo de combater fake news, mas desidratado acabou ferindo direitos à privacidade e a liberdade de expressão do usuário, criticado por organizações ativistas e acadêmicos, que pediram um debate mais amplo sobre o assunto no Congresso Nacional.
Sérgio Petecão foi o único senador acreano a votar favorável ao projeto.
Votou contra a universalização dos serviços de saneamento
O saneamento básico é um dos grandes problemas do Brasil, com isso, o senado votou no dia 29 de junho o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que tinha por objetivo universalizar os serviços de água e esgoto, junto à iniciativa privada, estipulando metas de melhorias até 31 de dezembro de 2033, assegurando o atendimento de 99% da população com água potável e de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto.
O Projeto foi apontado como instrumento crucial para a recuperação econômica depois da pandemia de Covid-19 e foi aprovado pela grande maioria dos parlamentares, apenas 13, dos 81 senadores votaram contra o novo marco do saneamento, entre eles estava Sérgio Petecão, que mais uma vez ignorou o povo acreano.
Votou a favor do congelamento de salários de servidores públicos
O dito popular já previa que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, infelizmente, tentaram jogar para o trabalhador do serviço público a conta dos gastos com a pandemia de Covid-19 e em uma espécie de “permuta”, o governo propôs congelar os reajustes de salários dos servidores até o fim de 2021 e também impediu a realização de concursos públicos em troca de um pacote de socorro de R$ 60 bilhões a estados e municípios, cujos cofres foram abalados pela pandemia.
O senador Sérgio Petecão, como de praxe, foi um dos senadores que votou a favor da proposta e contra os servidores públicos acreanos das esferas municipal, estadual e federal.
Votou contra o seu “direito” a aposentadoria
A reforma, alvo de muitos protestos em todo Brasil, trouxe consigo algumas mudanças, entre elas a fixação da idade mínima para aposentadoria, assim, a partir de então ainda que o contribuinte completasse o tempo de serviço necessário, precisaria esperar a idade para conseguir o benefício da aposentadoria.
Também foi alterado o tempo mínimo para contribuição, o chamado período de carência, e o valor da aposentadoria do setor privado e de servidores, que passou a ser calculado com base na média de todo o histórico de contribuições. O texto-base foi aprovado no dia 1º de outubro de 2019, com voto favorável do senador Sérgio Petecão, que mais uma vez votou contra o povo, é claro.
Nomeou o ex-assessor do senador flagrado com dinheiro nas nádegas
O senador Sérgio Petecão, por diversas vezes contrariou a vontade do povo acreano e como se não bastasse, menosprezou a mão de obra qualificada do estado do Acre para beneficiar e nomear no Senado Federal o ex-assessor do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com dinheiro nas nádegas, Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, com um salário de mais de R$ 17 mil.
Os tempos são outros
O senador Sérgio Petecão parece viver a máxima de que “o que acontece em Brasília, fica em Brasília”, mas esquece que os tempos são outros, que o povo abriu os olhos e que a informação corre na velocidade da luz.
Os senadores e deputados federais são eleitos para defenderem a população do seu estado e votarem de acordo com o interesse de seus conterrâneos, tudo que for contrário a isto, não passa de favorecimento e projeto pessoal.




















