Decisão Atribuída à Primeira Turma Prevê Pena de Prisão, Multa e Inelegibilidade; Defesa Contesta Acusações e Pede Absolvição
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de interferência no julgamento relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme informações contidas no texto divulgado.
Segundo o conteúdo, a decisão foi tomada por maioria de votos, com o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, sendo acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
De acordo com o texto, Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, além de multa de R$ 162 mil e inelegibilidade por 12 anos.
Relator Aponta Tentativa de Coação
Alexandre de Moraes entendeu que existem elementos suficientes para caracterizar o crime de coação no curso do processo, conforme denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ainda segundo o relato, Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo dos Estados Unidos para promover medidas que pressionassem ministros do STF e influenciassem o julgamento envolvendo seu pai.
Em seu voto, Moraes afirmou que:
“Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país.”
O ministro também rejeitou o argumento da defesa de que as manifestações do então parlamentar estariam protegidas pela imunidade parlamentar e pela liberdade de expressão.
PGR Sustenta Existência de Provas
Segundo a Procuradoria-Geral da República, o objetivo das ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro seria impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação relacionada à chamada “trama golpista”.
O texto informa que a acusação reuniu:
- Publicações em redes sociais;
- Entrevistas;
- Mensagens trocadas entre Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro;
- Registros de articulações realizadas nos Estados Unidos.
Para a PGR, esse conjunto de elementos demonstraria uma tentativa de constranger a atuação do Supremo Tribunal Federal.
Defesa Contesta a D ecisão e pede Absolvição
A defesa, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), pediu a absolvição do ex-deputado.
Entre os principais argumentos apresentados estão:
- ausência de provas suficientes;
- nulidades processuais;
- proteção das manifestações pela liberdade de expressão;
- inexistência de poder do ex-deputado para influenciar decisões do governo norte-americano.
A Defensoria também sustentou que a participação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento deveria levar à anulação do processo.




















